Elaboração de relatórios
Mostrar ao aluno que além das atribuições normais que fazem parte da rotina dos advogados existem outras, como a elaboração de relatórios necessários a dar ao cliente uma visão mais gerencial em relação aos dados e informações relativas aos processos em andamento, a possibilidade de provisionamento de valores, análises de risco em relação aos processos, como também em relação aos controles gerencias financeiros e análise de rentabilidade do escritório ou do departamento jurídico.
Inúmeras são as atividades realizadas pelos advogados. Não basta apenas aquelas encartadas no ordenamento jurídico a teor do que dispõe o art. Art. 1º da Lei. N. 8.906 /94, Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como a postulação de ações perante o Poder Judiciário, a prestação de consultoria, assessoria e direção jurídica.
Há também a necessidade de se apresentar ao cliente uma visão mais gerencial em relação aos dados e informações relativas aos processos em andamento, a possibilidade de provisionamento de valores, análises de risco em relação aos processos, como também em relação aos controles gerencias financeiros e análise de rentabilidade do escritório ou do departamento jurídico.
Tais informações, propiciam uma visão mais gerencial do negócio, afinal de contas, o cliente tem interesse receber um diagnóstico mais específico quanto aos gastos eventuais que terá de arcar, bem como as possibilidades de êxito em relação aos processos que pretende promover ou em relação aqueles que já estão em andamento.
Note que tanto para o escritório de advocacia quanto para departamento jurídico de uma empresa a elaboração de relatórios se faz imprescindível.
Nos escritórios, a elaboração de tais relatórios tem como objeto principal o atendimento das necessidades dos clientes, que diante das análises realizadas pelo corpo de advogados poderá tomar decisões, reduzir custos e avaliar possíveis estratégias para o alcance dos resultados almejados.
Já para os departamentos jurídicos, os relatórios elaborados pelos advogados também são muito relevantes, pois podem diagnosticar as áreas ou setores da empresa que podem causar mais prejuízos e consequentemente mais gastos com demandas judiciais, bem como estruturar um planejamento estratégico para a diminuição dos riscos relativos aos processos contenciosos já existentes e apresentar soluções para deficiências encontradas no desempenho das atividades realizadas pela empresa.
Em geral, estes relatórios consideram todos os dados e as informações pertinentes as demandas processuais, além de uma visão mais estrutural da própria empresa, no caso dos departamentos jurídicos, quanto a própria estrutura do escritório de advocacia. Desta forma, o mapeamento de problemas, e apontamento de soluções com a entrega dos resultados é essencial para o cliente ou para a empresa, pois um relatório jurídico bem elaborado, preciso, completo e confiável, permite a condução mais eficiente do negócio.
A elaboração destes relatórios assegura um maior controle gerencial dos processos, das atividades realizadas e do trabalho feito pela equipe de advogados.
Os relatórios podem ser desenvolvidos e apresentados aos clientes ou a áreas específicas da empresa das mais variadas formas possíveis, dependendo das ferramentas disponíveis. A adequação da forma escolhida e as informações e dados existentes nos relatórios dependerão daquilo que for demandado pelo cliente ou pela empresa.
Assim, os relatórios poderão ser elaborados e apresentados por meio de um simples documento em formato Word, ou por meio de planilhas de Excel, com a elaboração de planilhas que contenham informações e dados mais detalhados, ou por meio de apresentação em Power Point, quando será possível transmitir os diagnósticos dos relatórios através de gráficos que tornam a visualização dos dados colhidos e apresentados mais prática e fácil.
Além destas possibilidades, tanto as empresas como os escritórios de advocacia podem investir em tecnologia e optarem pela escolha de softwares jurídicos, que de forma mais ágil, poderão acompanhar os processos e elaborar relatórios mediante as informações disponíveis em sua central de dados.
Desta maneira, as informações poderão ser acessadas de modo mais célere, e o conteúdo dos relatórios poderão versar a respeito da quantidade de processos por cliente, do status do processo, dos últimos andamentos processuais, do profissional responsável por cada processo, da indicação das áreas do direito relacionadas as demandas processuais, das horas em que a equipe se detém na análise das demandas e processos, bem como, das informações financeiras pertinentes a gestão e ao controle das entradas e despesas do escritório ou do departamento jurídico.
Há quem prefira a utilização destes softwares jurídicos, pelo fato de que eles permitem uma praticidade maior em relação as informações e aos diagnósticos dos dados por eles armazenados, além da capacidade de filtro e gerenciamento de um grande contingente de informações.
Assim, independentemente, da forma e da apresentação destes relatórios, o importante é que sejam preparados com o máximo de atenção e detalhamento possível, a fim de produzir resultados fidedignos e seguros, permitindo, tanto a empresa quanto ao escritório de advocacia, o atendimento de suas necessidades, a tomada de decisões, o gerenciamento mais eficaz dos processos e de sua vida financeira.
Tags:advogado, jurídico, TEOFILO