Fala objetiva e organizada
Demonstrar que a fala objetiva e organizada está intimamente relacionada a escuta eficiente ou ativa, uma vez que, a comunicação constitui uma das mais valiosas habilidades humanas; Demonstrar sua aplicação no exercício da advocacia.
A fala objetiva e organizada está intimamente relacionada a escuta eficiente ou ativa. Há a necessidade do ser humano saber ouvir, para que possa realmente compreender e se fazer compreender, além de satisfazer as necessidades do outro.
A comunicação constitui uma das mais valiosas habilidades humanas, já que por meio dela, há a possibilidade de se expressar, de interagir com os demais indivíduos, de estabelecer laços afetivos, sociais e laborativos.
Contudo, essa habilidade humana, deve ser devidamente desenvolvida para que dela não advenham conflitos, desentendimentos e incompreensões. Por esta razão, necessária se faz uma comunicação objetiva, organizada, clara e sincera.
Da mesma forma que a escuta eficiente, a fala organizada e objetiva, se revela de extrema importância no mundo corporativo e empresarial, uma vez que, a necessidade de se relacionar com os outros, de trabalhar em equipe e ainda de conseguir transmitir a mensagem que se propõe a passar aos colegas de trabalho, de modo eficiente, impacta diretamente na imagem do profissional que pretende transmitir e pretende ser, como também na segurança que deseja transmitir no cumprimento de sua profissão.
A prática de uma comunicação eficiente otimiza a performance do profissional, e serve como base para o seu relacionamento interpessoal.
No exercício da advocacia, seja no escritório ou no mundo corporativo, o advogado que detiver a melhor técnica de comunicação poderá vir a ter maior êxito em suas relações profissionais.
Lembre-se de que o advogado lida boa parte de seu tempo com pessoas, seja, seus clientes, seja com os colegas de trabalho que interagem com ele no dia a dia, assim, a utilização de uma fala clara, objetiva e organizada, pode lhe render o poder de persuasão, tão importante no trato das situações que podem lhe aparecer cotidianamente como na resolução e defesa de casos perante o Poder Judiciário ou mediante a utilização de métodos alternativos de solução de conflitos.
Além disso, saber se comunicar, demanda respeito, gentileza, portanto, o famoso dever de urbanidade, que está previsto Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da profissão de advogado.
Em relação a comunicação, muito oportuno destacar que a atividade do profissional de advocacia demanda sigilo profissional. Assim, o cuidado com as informações que detém é de extrema importância, pois não poderá replicá-las de modo inconsequente.
Note, portanto, que este profissional deverá manter discrição, equilíbrio, ponderação, bom senso, valendo-se na maioria das vezes de uma escuta eficiente e de uma fala objetiva e organizada, para conduzir da melhor maneira possível o trato com seu cliente e as informações privilegiadas que detém.
Neste contexto, muito bem observa Francisco Mussnich24ao dizer que:
Em um escritório de advocacia, manter sigilo não é apenas importante. É fundamental. Crucial. Imprescindível. Questão de vida ou morte. Não exagero. A indiscrição é capaz de colocar a perder um negócio de milhões
(MUSSNICH. Francisco. Cartas a um jovem advogado. 3 ed. São Paulo: Editora Campus, 2007. p. 145.)
Logo, a questão do sigilo e da discrição no trato das informações que permeiam tanto o escritório de advocacia, quanto o departamento jurídico é tão importante que se estende aos demais indivíduos que compõe a equipe de trabalho, ou seja, àqueles que exercem atividade de apoio à advocacia, como, por exemplo, a área administrativa.
